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50 Horas de Centaurus A

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A peculiaridade da galáxia Centaurus A é imensa. Apesar de classificada como uma galáxia do tipo elíptica, apresenta uma grande quantidade de gás e poeira, característica típica de uma galáxia espiral. Teorias recentes sugerem que esta galáxia seja resultado da coalescência entre uma elíptica gigante e uma espiral. Este objeto vem sendo estudado desde agosto de 1826 pelo astrônomo inglês James Dunlop e recebeu a denominação de Centaurus A nos anos 50 do século passado, por ter sido o primeiro objeto emissor de rádio descoberto na direção da constelação do Centauro. Situada a 12 Milhões de anos-luz de distância, esta galáxia apresenta forte emissão na frequência rádio e jatos de matéria (como pode ser observado na parte superior da foto), produzidos por um gigantesco buraco negro localizado em sua região central com massa de 100 Milhões de massas solares. Infelizmente não é possível, devido à enorme quantidade de gás e poeira na região equatorial da galáxia, observar diretamente o objeto central. A grande notoriedade desta imagem é seu grande tempo de exposição total, cerca de 50 horas. Ela foi produzida utilizando três filtros coloridos (azul, vermelho e verde) além de filtros que realçam o Hidrogênio e o Oxigênio. Estes filtros mais »

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Uma Linda Modelo

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Enquanto muitos se preocupam em ver fotos de Carolina Dieckmann ou Scarlett Johansson nuas, aqui estamos buscando fotos muito mais raras e importantes. Pelo menos, mais importantes para a Ciência. A União Soviética foi a grande pioneira da conquista espacial. Mandou o primeiro animal para o espaço, o primeiro homem, colocaram o primeiro satélite artificial em órbita, enviaram a primeira sonda que tirou fotos diretamente na superfície lunar, criaram a primeira estação espacial, entre outros feitos. Já como Rússia,  para superar uma crise econômica que abalou seriamente seu programa, inventou o turismo espacial. E para quem pensou que essa turma pendurou as chuteiras, dê uma olhada na foto abaixo: Essa é a foto de mais alta resolução de nosso planeta, com cera de 1 pixel por quilômetro. Foi obtida de imagens feitas pelo satélite geoestacionário russo Elektro-L, lançado em janeiro de 2011. Trata-se de um satélite meteorológico, e, como tal, foi desenhado para obter boas imagens da atmosfera, que permitam monitorar nuvens, furacões e outras coisas que não são legais nos finais de semana. Furacões não são legais nunca… Um satélite geoestacionário acompanha a rotação de Terra, ou seja, está sempre no mesmo ponto do céu para quem observa aqui mais »

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Observando uma Queda

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Quando se observa um bólido, costuma-se pensar que é só seguir o rastro e facilmente encontra-se o meteorito. Isso não é bem assim. A visão de um bólido rasgando o céu com um brilho, algumas vezes, superior ao do Sol causa um espanto e uma admiração tão grandes que as pessoas esquecem de observar pequenos detalhes que iriam ajudar muito o trabalho dos pesquisadores de meteoritos. As quedas de meteoritos ocorrem tão esporadicamente e nos mais diversos lugares que os cientistas têm pouca oportunidade de fazer observações. A meteorítica é a linha de pesquisa que mais necessita da ajuda da população. Ao sair para o campo, na tentativa de localizar um meteorito, certas informações recolhidas são de vital importância. Uma delas é a trajetória verdadeira da queda do bólido. Isso pode ser feito ao se traçar, sobre um mapa da região, as trajetórias aparentes relatadas pelos observadores. Durante o dia, deve-se utilizar alguns pontos de referência, como por exemplo casas, árvores e igrejas, além do ponto onde estava o observador. Durante o período noturno, as estrelas servem como um padrão, desde que seja anotada a hora em que foi feita a observação. Após encontrarmos a trajetória do bólido, precisamos determinar mais »

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Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

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RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO (1935 – ) Ele está presente em todas as livrarias. Ao longo dos 77 anos que estará completando na sexta-feira, 25 de maio, 2012, já são mais de 85 obras publicadas! Um recorde da astronomia brasileira. Conhecido internacionalmente, Ronaldo Rogério de Freitas Mourão é natural do Rio de Janeiro. No dia em que nasceu, o Sol estava no Touro entre as magníficos aglomerados abertos das Híades e das Plêiades. Sempre presente nos meios de comunicação, ainda é o astrônomo mais conhecido do Brasil. FORMAÇÃO O currículo de Mourão é extenso. Desde cedo se interessou pela astronomia e escrevia artigos para a revista Ciência Popular. Fez-se bacharel em física (1959), licenciado em física (1960), doutor em ciências pela Sorbonne de Paris (1967), bolsista e pesquisador em observatórios da Bélgica, França, Portugal e no Chile. A partir de 1956 ingressou no Observatório Nacional do Rio de Janeiro, CNPq – MST, atuando como Astrônomo Chefe de 1968 a 1975. FILIAÇÕES – INICIATIVAS – PARTICIPAÇÃO Desde 1961 é membro da Comissão 26 da União Astronômica Internacional, IAU, sobre Estrelas Duplas Visuais e da Comissão 42 sobre História da Astronomia. Foi fundador em 1984 do Museu de Astronomia e Ciências mais »

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O Observatório Europeu do Sul e o Brasil

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O Observatório Europeu do Sul (ESO) completa 50 anos. Idealizado pelos astrônomos Walter Baade e Jan Oort, teve a sua criação no dia 5 de outubro de 1962 com a participação de cinco países (Alemanha, Bélgica, França, Holanda e Suécia). Atualmente conta com a participação de 15 países, sendo o Brasil o único não europeu (o Chile participa do consórcio apenas com a cessão dos sítios de observação e, por isto, seus pesquisadores têm direito a alguns dias por ano de utilização dos instrumentos). O ESO é o observatório de solo mais produtivo do mundo, rivalizando, em número de publicações, com o telescópio espacial Hubble. Dois projetos de grande envergadura estão em andamento: o ALMA, composto por 66 antenas de alta precisão, que estudará a radiação enviada pelos objetos mais frios do Universo e o E-ELT (European Extremely Large Telescope), um telescópio óptico de 40 metros, que irá procurar planetas na zona de habitabilidade das estrelas e estudar a matéria escura e a energia escura. O Senado brasileiro ainda não ratificou o acordo de inclusão do país no consórcio assinado no final de 2010, contudo,espera-se que seja feito o mais rápido possível. Pesquisadores brasileiros poderão trabalhar com o que há mais »

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As Sombrias Previsões do Calendário Maia

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Desde os primórdios da civilização, tanto a harmonia como catástrofes naturais, tem sido interpretadas como intervenção divina. Em todas as culturas está presente a crença que assim como houve um começo, também haverá um fim. Até hoje não faltam profecias e arautos do ‘fim dos tempos’. É difícil enumerar, quantas vezes anjos trombeteiros anunciaram o fim da humanidade. De todas as profecias, a mais comentada atualmente refere-se aquela contida no Calendário dos Maias. Afinal, que calendário é esse desenvolvido por uma civilização que nem conhecia a roda ? Como conseguiram, pelas posições do planeta Vênus, estabelecer um calendário mais preciso que os europeus ? UM  CALENDÁRIO  COMPLEXO Na cidade de Chichén Itzá, os astrônomos-sacerdotes erigiram um observatório conhecido como ‘El Caracol’. Conseguiram confeccionar tabelas para previsões dos eclipses solares e lunares, conjunções de planetas e medir com precisão os movimentos do Sol, Lua e do planeta Vênus. Isto permitiu estabelecer três calendários, caso único no mundo. O Haab solar de interesse civil com um período de 365 dias,   com 18 meses; o Tzolkin que era um calendário ritual de 260 dias e o Cálculo Longo, usado para calcular longos períodos de tempo. O Calendário Tzolkin se reunia ao Haab em mais »

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Sistema Planetário com Nove Exoplanetas

Concepção artística do sistema planetário da estrela HD10180 (http://www.eso.org/public/images/eso1035a/)

A busca de exoplanetas, ou seja, planetas fora do Sistema Solar, continua sendo um dos mais promissores ramos da Astronomia. Até o dia de hoje, 10 de abril de 2012, existem cerca de 700 planetas confirmados e mais de 1.000 aguardando confirmação. A estrela HD10180 tem contribuído bastante para a compreensão e o estudo de exoplanetas. Muito semelhante ao Sol em suas características gerais, esta estrela é a primeira a apresentar um número de planetas maior que o verificado em nosso sistema planetário. Estudos mostram que a estrela HD10180 possui nove planetas com massa entre 1,3 e 65 massas terrestres e com períodos orbitais de 1,3 a 2.300 dias terrestres. Esta estrela encontra-se a 128,5 anos-luz e apresenta tipo espectral G1V (o Sol é do tipo G2V). Estes dados foram obtidos pela câmera astronômica HARPS, uma buscadora de planetas que utiliza o método de velocidade radial de alta precisão, montado em um telescópio de 3,6 metros no Chile. Os pesquisadores brasileiros estão muito próximos de poder utilizar os instrumentos do Observatório Europeu do Sul. Esperamos que o Senado Federal faça a sua parte e ratifique o acordo firmado no final de 2010 possibilitando a entrada do país no consórcio astronômico. mais »

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