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R2, o Robô Astronauta Ganhou Pernas

Tem feito sucesso com o pessoal da robótica o simpático Robonauta 2, ou simplesmente R2, em uma brincadeira com o R2D2 da série Guerra nas Estrelas. O robô está sendo desenvolvido e testado a bordo da Estação Espacial Internacional. Esse astronauta robô já apareceu aqui no Astronomia, quando falamos pelo opção da NASA por Linux para controlar o seu sistema.

Ainda falta muito para o R2 poder ser considerado de fato um astronauta robô, mas ele representa um passo concreto para o tempo em que vermos robôs muito parecidos com seres humanos andando por aí. Como aconteceu com telefones celulares, forno de microondas e diversas outras coisas, teremos certamente esses robôs que já foram previstos pela ficção científica.

E, falando em passos, o robozinho ganhou pernas recentemente. Do ponto de vista mecânico, uma das coisas mais complicadas para se fazer um robô parecido com um ser humano são as pernas. Manter o equilíbrio e se deslocar sobre pernas requer uma física complicada. Por isso, as primeiras pernas do R2 ainda estão bem longe de serem parecidas com as nossas. Segundo um dos engenheiros envolvidos, Robert Ambrose, elas são flexíveis e parecem pernas de macacos.

Pernas flexíveis do R2 (Crédito: NASA)
Pernas flexíveis do R2 (Crédito: NASA)

A ideia é que o robô astronauta e seus futuros clones possam realizar tarefas arriscadas como determinados reparos na estação espacial. Aqui na Terra, podem ser usados para resgates, enfrentar incêndios, etc. Se locomover com pernas é tão complicado para a robótica que os primeiros modelos foram desenvolvidos sobre rodas: mais simples e, em muitas situações, mais eficientes que as próprias pernas.

Antes do R2, os primeiros testes foram feitos em robôs sobre rodas (Crédito: NASA)
Antes do R2, os primeiros testes foram feitos em robôs sobre rodas (Crédito: NASA)
R2-robonaut
R2… malhando?? (Crédito: NASA)

Por enquanto o R2 não pode se deslocar muito porque está ligado na tomada. Na próxima missão de abastecimento da estação espacial serão levadas baterias para ele.

Certamente ainda há muito avanço para ser feito no R2, e não é apenas em seu sistema locomotor. E, é sempre bom lembrar, robôs nunca substituirão completamente seres humanos, serão apenas uma extensão nossa. Eles podem realizar algumas tarefas automáticas ou perigosas, mas certamente nunca serão realmente humanos.

Já pensou que chato deve ser conversar com um robô? E eles não podem curtir andar de bicicleta ou de skate como nós fazemos. Aliás, não tem graça pra nenhum robô praticar qualquer esporte… ou será que estou enganado??

Por Leandro L S Guedes

Astrônomo, Diretor de Astronomia da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Msc., Dr., Astrofísica Extragaláctica, História e Filosofia da Ciência.