– Esse post se refere à Palestra  realizada no Planetário do Rio de Janeiro em 28 de junho de 2012, às 19h30m. A Palestra foi grava e em breve haverá um link para ela aqui. –

Os surveys são mapeamentos de determinada região do céu através de imagens obtidas em determinados comprimentos de onda. Esse tipo de coleta de dados astronômicos tem mudado nossa maneira de pensar sobre o Universo. Um dos surveys mais importantes que foram realizados foi o Sloan Digital Sky Survey, ou SDSS, que está em sua terceira edição.

O primeiro SDSS, chamado de SDSS-I, mapeou mais de 8 mil graus quadrados de céu entre os anos 2000 e 2005. Você pode encontrar um artigo (em inglês) sobre a distribuição de densidade de estrelas na Via Láctea obtida com dados do SDS-I aqui.

O segundo survey, SDS-II, ocorreu entre 2005 e 2008, aumentou ainda mais as observações, inclusive com observações de supernovas do tipo Ia, um dos mais utilizados medidores de distâncias.

Agora, o SDS-III, que se iniciou em 2008 e vai ate até 2014, consiste em quatro surveys voltados para diferentes temas:

  • BOSS (do inglês, Baryon Oscillation Spectroscopic Survey) – vai mapear a distribuição de galáxias vermelhas luminosas e quasares para identificar a escala característica da distribuição regular de matéria provocada por ondas acústicas (o que significa onda mecânica, e não significa que tem som no espaço!) do Universo primordial;

 

  • SEGUE-2 (do inglês, Sloan Extension for Galactic Understanding and Exploration) – o SEGUE-1 obteve o espectro de cerca de 240.000 estrelas. O SEGUE-2 observou cerca de 120.000 estrelas especificamente no Halo galáctico, localizadas entre 10 e 60 Kpc. Os dados se SEGUE-1 e SEGUE-2 fornecem um bom panorama da cinemática e distribuição química da nossa Via Láctea;

 

  • APOGEE (do inglês, Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment) – vai usar espectroscopia de alta resolução no infravermelho para observar através da poeira que obscurece o interior galáctico. Essa região ainda permanece pouco observada justamente pela dificuldade se enxergarmos através da grande concentração de poeira;

 

  • MARVELS (do inglês, Radial Velocity Exoplanet Large-area Survey) – vai monitorar a velocidade radial (aproximação ou afastamento no linha de visada) de 11.000 estrelas, com a precisão necessária para detectar planetas gigantes gasosos que completam uma volta ao redor de sua estrela entre algumas horas e dois anos.

 

 

Dia 28 de junho acontecerá no Planetário do Rio de Janeiro, na Gávea, uma palestra sobre o SDSS-III totalmente voltada para o público. Será uma grande oportunidade para se conhecer mais sobre o projeto, o que já foi alcançado e o que se espera alcançar.

A palestra, organizada pelo Observatório Nacional, Planetário do Rio e outros parceiros, será proferida pelo Dr. Michael Wood-Vasey, porta-voz científico do SDSS-III, e terá tradução simultânea para todos os presentes. Ah! Vale lembrar que a entrada é GRATUITA e que o Planetário possui estacionamento próprio pela Av. Vice-Governador Rubens Berardo 100.

Mais informações no folder abaixo, ou entre em contato.