Tradução do trabalho de Massimo Stiavelli (JPL)

Modelo representando o telescópio espacial James Webb.

O Telescópio Espacial James Webb, um sucessor maior do HST (Telescópio Espacial Hubble) é um telescópio refletor com ótica sensível à radiação infravermelha, por isso o sistema ótico deve-se manter esfriado até 40K, ou seja -233°C. Mas a tecnologia existente hoje não permite construir um espelho a esta temperatura. A grande incógnita é se o espelho construído e polido em temperatura normal responderá da forma desejada às temperaturas de trabalho, quando o espelho se deforma.

O projeto começou há uns dez anos quando foram feitos os estudos para a seleção dos materiais para construir o sistema de espelhos. Em lugar de vidro é usado Berílio. As simulações em computador permitiram determinar a capacidade de deformação do mineral. Logo serão polidas, em quente, os dezoito segmentos hexagonais que compõem o espelho, mas com uma forma “errada” para que quando o espelho se deforme a baixa temperatura, ele adquira a “forma correta”.

É um plano audacioso, mas os cientistas confiam que as provas são corretas e que todo vai funcionar corretamente. Em janeiro de 2010, o segmento de demonstração foi congelado até 40K no Laboratório Criogênico do Centro de Pesquisas de Huntesville em Alabama, onde o espelho deformou-se de forma esperada. Essa prova permitiu decidir realizar o espelho completo.

Parte do conjunto de espelhos que formará o espelho primário do James Webb.

Comparação entre os tamanho dos espelhos primários dos telescópios espaciais Hubble e James Webb (na imagem sob a sigla JWST, do inglês James Webb Telescope)