Foi identificado um disco de poeira e fragmentos rochosos ao redor da estrela anã branca GD61 com sinais de ter sido o resultado da destruição de um objeto rochoso que possuía muita água. Isso mostra que é possível existir água em planetas rochosos (como a Terra) formados ao redor de estrelas que terminarão suas vidas da mesma maneira que o Sol.
A evidência de água vem da quantidade de oxigênio encontrada no disco de poeira e fragmentos, muito maior que a esperada em minerais. As observações indicam que o planeta ou asteroide que deu origem ao disco devia ser constituído por 26% de água, uma proporção muito maior que a encontrada na Terra, onde toda a água dos oceanos compreende apenas 0,02% de sua massa total.

GD61está localizada a 170 anos-luz da Terra, era uma estrela um pouco maior que o Sol, e entrou em sua fase de anã branca há cerca de 200 milhões de anos atrás. Esse planeta rico em água teve sua órbita alterada para uma região muito mais próxima da estrela, e a forte influência gravitacional da estrela teria provocado sua destruição. Os fragmentos ricos em água formaram o disco que observamos hoje. Determinar a massa e o tamanho do antigo objeto é muito difícil, mas a estimativa de limite inferior para seu diâmetro é de cerca de 90 km. Acredita-se que corpos como esse no Sistema Solar foram a origem de grande parte da água que temos na Terra.
Sinais de água em planetas extrassolares já haviam sido encontrados em planetas gigantes e gasosos, mas essa á a primeira vez que se observa indícios de água em um possível planeta rochoso extrassolar, ou melhor, nos restos de um possível planeta rochoso extrassolar. Não podemos ter certeza de que se trata de um planeta porque a determinação de sua massa é muito incerta. Sem a massa não há como estimar se era um corpo arredondado, ou mais alongado em algumas direções como os asteroides.
Passo a passo acumulamos evidências de que água em planetas rochosos é algo comum no Universo.
Leia Mais:
Artigo Científico Original (em inglês): http://www.sciencemag.org/content/342/6155/218
Comunicação Científica no ScienceDaily (em inglês): http://www.sciencedaily.com/releases/2013/10/131010142739.htm
5 respostas em “Evidência de Água nos Restos de um Objeto Destruído”
Culturas não europeias usam outros sistemas para a nomeação planetária. A Índia usa um sistema de nomes baseado no Navagraha , que incorpora os sete planetas tradicionais ( Surya para o Sol, Chandra para a Lua e Budha , Shukra , Mangala , Brihaspati e Shani para os planetas tradicionais Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) e os nós lunares ascendente e descendente (pontos em que a órbita da Lua cruza a eclíptica) Rahu e Ketu . A China e os países da Ásia oriental historicamente sujeitos à influência cultural chinesa (como o Japão , Coreia e Vietnam ) usam um sistema de nomeação baseado nos cinco elementos da China : água (Mercúrio), metal (Vênus), fogo (Marte), madeira (Júpiter) e terra (Saturno).
Oi Mattie
Muito obrigado pelo comentário. Os nomes que você citou relacionados à Índia, vem da astrologia do Hinduísmo. Modernamente, me parece que a a astronomia na Índia (não sei quanto à astrologia) utiliza os nomes ocidentais em inglês.
Obrigado por levantar essa questão. Há informações interessantes a nomenclatura do Sol, Lua e os planetas do Sistema Solar em várias culturas aqui (em inglês).
Bons Céus!
Muito boa a matéria. Amo astronomia! Visite meu blog:
http://www.jtnakamura.com/
Acho muito interessante e ao mesmo tempo bonito pessoas que compartilham daquilo que gosta.
Parabéns pelo blog.
Obrigado, João! E parabéns pelo seu blog também!
Adorei o convite “Seja Curioso” 🙂 Espero que a gente possa sempre oferecer bons conteúdos em língua portuguesa na internet.
Forte Abraço!
Bem legal, se um dia chegássemos a explorar mais a fundo o universo acredito que problemas quanto a falta de água seriam coisas do passado hehe