A grande maioria dos meteoritos encontrados são pretos e mais pesados que as pedras terrestres. Isso ocorre porque apresentam grande quantidade de ferro e níquel em sua composição.

Existem três tipos básicos de meteoritos: os sideritos, compostos basicamente de ferro e níquel, algo em torno de 98%, os aerolitos, compostos de rochas, e os siderolitos, compostos de rocha, ferro e níquel.

As pessoas que encontram um meteorito, em geral procuram pedras negras e pesadas, que destoam das rochas do local. Mostraremos, abaixo, algumas características que podem ser observadas sem auxílio de instrumento, não oferecendo detalhes.

Os meteoritos apresentam as formas mais variadas, dependendo basicamente de sua estrutura original e de sua entrada na atmosfera. Freqüentemente são encontradas formas piramidais e cônicas, porém os pequenos meteoritos são predominantemente irregulares.

Alguns meteoritos, devido a sua posição ter se mantido constante durante a passagem pela atmosfera, nos mostram dois lados bem distintos. São os meteoritos orientados, muito raros, que estatisticamente compõem apenas 5% do total de meteoritos rochosos e 30% dos meteoritos ferrosos encontrados.

Todos os meteoritos que foram recuperados pouco tempo depois de sua queda, apresentam em sua superfície uma crosta de fusão, uma fina camada preta, que contrasta com a cor encontrada em seu interior. Essa camada é normalmente muito fina, em geral com menos de 1 mm de espessura, podendo algumas vezes chegar a poucos milímetros, sendo mais fina na parte da frente que na parte detrás do meteorito.

A crosta pode ser perdida rapidamente na superfície da Terra devido a vários fatores atmosféricos, como, por exemplo, ações das chuvas e dos ventos. No caso dos meteoritos ferrosos, principalmente, a perda da crosta deve-se à oxidação do ferro.

Além da crosta, na superfície de alguns meteoritos são observadas algumas depressões suaves, que, para um observador, parece ter sido esculpida com os dedos, como se faz com massa de modelar: são os regmalitos. Essas depressões são provocadas pela presença, próximo à superfície do meteorito, de nódulos de minerais com ponto de fusão muito baixo, ou seja, que derretem em uma temperatura muito menor que a dos demais componentes do meteorito. Durante a entrada na atmosfera, o processo de ablação faz com que os nódulos derretam e, assim, sejam esculpidas as depressões.

Falemos de tamanhos de meteoritos. É necessário que fique bem claro que, provavelmente, não se consegue recuperar todos os pedaços de um meteorito, no caso de uma fragmentação. Além disso, o meteorito original passou pela atmosfera, o que afeta sua forma.

Temos meteoritos de vários tamanhos, desde os micrometeoritos, de dimensões que não chegam a um décimo de milímetro e caem na superfície terrestre numa taxa média de 10.000 toneladas anuais, passando por pequenos fragmentos de décimos de milímetro até alguns centímetros, até grandes meteoritos, com alguns metros. Estes últimos podem ser observados em museu, como, por exemplo, o Bedengó, maior meteorito brasileiro que se encontra em exposição permanente no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Apenas essas características não são suficientes para caracterizar um meteorito. Vários testes são feitos e só depois de um resultado conclusivo é que se cataloga o objeto encontrado. Porém, graças a essas características é que pessoas na tentativa de encontrar pedras interessantes ajudam os cientistas a obter novos tipos de meteoritos e, assim, novas pesquisas podem ser realizadas com o intuito de conhecer mais sobre a composição da nuvem primordial que originou o Sistema Solar.