Numa experiência muito interessante levada a cabo na Estação Espacial Internacional, ISS (do inglês International Space Station), biólogos estão verificando o comportamento de plantas num ambiente extremo como o espaço. O objetivo é aprender mais sobre o mecanismo de adaptação das plantas a diferentes ambientes e condições. Na ISS as plantas podem ser expostas à condições extremas que dificilmente seriam simuladas na Terra.

A motivação do experimento é o atual cenário das mudanças climáticas que estamos experimentando aqui na Terra. As plantas são a maior parte da biosfera terrestre e desempenham um papel crucial no ciclo do carbono.

(E) A zona meristemática em raízes de controle de solo (GC) e (FLT) plantas de voos. Centro epiderme, córtex, endoderme e de repouso (QC) são indicados em setas azuis. A linha de ouro ao longo da coluna de células da epiderme do centro de repouso mede 225?m. (F) A zona de alongamento em raízes de controle de solo e plantas de voos. O quadro azul define uma região de cerca de 225?m ao longo do comprimento de cada raiz a partir da zona de transição para a zona de alongamento. As barras transversais no retângulo definir fronteiras de células nesta área para cada raiz

Comparação entre raízes em solo (GC) e na Estação Espacial internacional (FLT). Na esquerda (E), zona meristemática (com células não diferenciadas e capazes de divisão celular contínua, como as células-tronco em animais), e na direita, a elongation zone (Fonte: Paul et al. – veja referencia no fim do post)

Dois autores do estudo, Anna-Lis Paul e Robert J. Ferl, realizaram uma aplicação extremamente interessante da técnica de produção dos controversos alimentos transgênicos. Eles acrescentaram um gene que produz luminescência como reação a um hormônio no DNA de uma planta. Esse hormônio está relacionado à adaptabilidade da planta, de modo que é possível observar sua produção ao longo do processo de adaptação diretamente, e sem dissecar a planta.

Uma das condições extremas conseguidas na ISS é a aparente ausência de gravidade, produzida pelo efeito da órbita da estação ao redor da Terra. Robert Ferl diz que “remover a gravidade da equação revela aspectos únicos do crescimento celular que não poderiam ser descobertos de outra maneira.

Eu continuo evitando alimentos transgênicos, mas, talvez essa experiência mostre uma boa utilização da tecnologia. E deixa nossa saúde fora disso.

Link para o artigo científico completo (em inglês) : Paul et al.: Plant growth strategies are remodeled by spaceflight. BMC Plant Biology 2012 12:232 (doi:10.1186/1471-2229-12-232)

Para ler mais (em inglês):http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2013/06may_arabidopsis/