Quando os meteoritos estão em queda, podemos observar alguns efeitos que os acompanham. Esses fenômenos são visíveis e audíveis a grandes distâncias, causando uma grande euforia nas pessoas que os observam.

O fenômeno luminoso da queda de um bólido é provocado por dois fatores principais: a queima do próprio corpo sólido e a incandescência da atmosfera em torno do corpo queimando.

Quando um meteoroide em queda ultrapassa a altitude de 90 km, a atmosfera se torna densa o suficiente para começar a converter uma pequena fração da energia cinética do objeto em calor, que irá aquecer as partes externas do meteoroide, fazendo com que ele se torne incandescente a uma temperatura média de 1650ºC.

Inicia-se a catástrofe para o meteoroide. Com a contínua queda e o aumento da resistência do ar, o aquecimento continua. Começa o processo a que chamamos de ablação. O meteoroide incandescente vai perdendo material rapidamente por evaporação. Parte deste material, ao se separar da parte que está queimando, condensa-se também rapidamente, tanto em torno do próprio objeto quanto no ar.

O ar em torno da rocha em brasa começa a ficar ionizado, ou seja, inicia-se uma perda de elétrons dos gases atmosféricos. Ao recuperarem a sua configuração original, esses gases tornam-se incandescentes e passam a emitir luz, formando o rastro observado nos bólidos.

No fim da parte visível, observamos algumas vezes, dependendo principalmente da energia cinética do bólido, ocorrências de explosões, quando os meteoroides fragmentam-se em várias partes. Esse ponto é chamado de ponto de retardamento, do qual falaremos em outro artigo.

A cor da luz observada durante o fenômeno da queda é a mais variada possível. Em geral, relatos mostram que a luz branca é a mais observada, porém o verde, o vermelho e o amarelo também são vistos. Isto ocorre,  basicamente, devido à composição química do meteoroide. Por exemplo, a queima do sódio produz uma intensa coloração amarelada, o níquel, uma luz esverdeada, o magnésio, quando queimado, emite uma cor branco-azulada, e assim por diante.

Um pouco mais terrificante que o efeito luminoso é o fenômeno sonoro produzido pela queda de um meteorito. Talvez hoje, acostumados com a poluição luminosa das grandes cidades, as pessoas não sintam tanto medo quanto o causado nos povos antigos que, algumas vezes, associavam a visão do bólidos e o som à destruição e a castigos divinos.

O som relacionado com a queda de um meteorito pode ser ouvido em uma grande área. Investigações realizadas próximas à área de queda mostram que foram ouvidos num raio de 70 km.

A origem do som são as ondas de choque produzidas pela viagem do bólido a velocidades muito grandes, produzindo uma variedade de ruídos cacofônicos. A turbulência provocada na atmosfera pelo meteoroide, assim como reflexões das ondas sonoras em nuvens e na superfície produzem os diversos tipos de sons. Além disso, se o objeto quebrar em vários fragmentos, cada um desses irá produzir a sua própria onda de choque. Como os meteoroides viajam a velocidades muito maiores que a do som, eles podem ser vistos muito antes, às vezes até poucos minutos antes de serem ouvidos.

Bólido fotografado em Okahoma, EUA (Fonte: APOD).
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