Nossa galáxia, a Via Láctea, possui cerca de duzentos bilhões de estrelas (isto mesmo, bilhões!) e existem estimativas que sugerem mais de cem bilhões de galáxias em todo o Universo. Não será muita pretensão que alguns achem que exista vida apenas no planeta Terra?

Com a enorme quantidade de planetas orbitando esta infinidade de estrelas, matematicamente devem existir muitos planetas, sendo alguns habitáveis e com uma grande chance de possuírem seres vivos (não vou entrar na discussão sobre o que é vida).

As primeiras pesquisas de vida foram em planetas do Sistema Solar. Agora, com os satélites espaciais, outros planetas estão sendo descobertos e, devido à sua grande distância e à complexidade de observá-los diretamente, os pesquisadores procuram outras formas de identificar possíveis planetas habitados.

Em 2018, será lançado o James Webb, um telescópio espacial que substituirá o telescópio espacial Hubble, e irá procurar vida através da observação de gases que são emitidos pelos seres vivos (claro que estamos falando de seres vivos como os encontrados na Terra). Pergutaram-me uma vez se faz sentido procurar somente estes gases. Respondi que faz todo o sentido, uma vez que, como só observamos vida no planeta Terra e que estes gases podem ser oriundos destas formas de vida, nada melhor como indicador de suas presenças. Claro que estes gases podem ser originários de outros processos químicos, mas a ausência deles nos dirá que não devemos procurar formas de vida, como conhecemos, nestes planetas.

Esperemos ansiosos pelas novas descobertas do James Webb. O número de planetas no Universo é enorme e a nossa vontade de encontrar vida fora da Terra também. Quem sabe se nas próximas décadas não tenhamos as confirmações que todo o mundo aguarda.

Ilustração do telescópio espacial James Webb
Ilustração do telescópio espacial James Webb
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