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Charles Messier

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Charles Messier

Charles Messier foi um astrônomo francês, nascido em 26 de junho de 1730 na pequena cidade de Badonviller. Em 1751 passou a trabalhar para o astrônomo da Marinha Joseph Nicolas Delisle, com quem conviveu durante muitos anos, e quem lhe ensinou a importância de se manter bons registros das observações astronômicas. Foi justamente o resultado dos registros de suas observações que imortalizou Charles Messier na história da Astronomia.

Ele se tornou um caçador de cometas. Mas cometas são objetos que aparecem no céu com um aspecto difuso, e podem ser facilmente confundidos com outros astros de aspecto semelhante, como nebulosas e galáxias. Ainda que não se soubesse muito sobre a natureza de nebulosas e galáxias nos tempos de Messier, era evidente que se tratavam de astros diferentes dos caçados por ele, pois enquanto os cometas podiam ser observados apenas durante algumas noites no céu, os outros objetos difusos pareciam permanentes, sem se deslocar em relação às estrelas.

Assim, Charles Messier começou a catalogar os objetos que ele sabia que não eram cometas. Seu primeiro catálogo continha 45 objetos e foi publicado em 1774. Em 1781, ele publicou a versão final de seu catálogo, com um total de 103 objetos. O catálogo de Messier também teve contribuições de outro astrônomo francês, Pierre Méchain, seu amigo e parceiro de trabalho.

Os objetos do catálogo de Messier são referenciados pela letra M e seu respectivo número. Alguns objetos são especialmente notáveis e possuem também nomes populares, como a nebulosa da Águia (M16), a galáxia de Andrômeda (M31) e a nebulosa de Órion (M42). Mais recentemente, astrônomos e historiadores encontraram evidências de outros sete objetos que teriam sido observados ou por Messier ou por Méchain, logo após a publicação de 1781. Muitos consideram esses objetos também membros do catálogo oficial. Assim, os objetos no catálogo de Messier vão de M1, a nebulosa do Caranguejo, até M110, uma galáxia elíptica anã.

Em 12 de abril de 1817, faleceu o grande descobridor de cometas que deixou um importante catálogo como principal legado à Astronomia.

Em sua homenagem, seu nome foi dado a uma cratera na Lua e ao asteróide 7359 Messier, descoberto em 1996.

Por Leandro L S Guedes

Astrônomo, Diretor de Astronomia da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Msc., Dr., Astrofísica Extragaláctica, História e Filosofia da Ciência.