O fenômeno é caracterizado pela ocorrência de duas luas cheias num mesmo mês. Desde dezembro de 2009 ela não ocorria. Em agosto teremos uma Lua Cheia no dia 2 e outra no dia 31. Esta ultima é que é conhecida como Lua Azul, Blue Moon em inglês. O fenômeno somente irá se repetir em julho de 2015.

A Lua Azul não é azul!

ORIGEM

A primeira menção a expressão Blue Moon apareceu em 1528, num poema pertencente ao dramaturgo inglês William Shakespeare. Séculos mais tarde, o termo aparece nos Estados Unidos para dar nomes especiais às luas cheias de cada mês ligadas a agricultura, caça e pesca. Agosto, por exemplo, é a “lua do milho verde” ou “lua dos grãos”. Na verdade, a denominação é imprópria, pois não ocorre nenhuma alteração na coloração do nosso satélite. O fato, contudo, inspirou o compositor Richard Rogers na sua famosa canção “Blue Moon”, mais tarde magistralmente interpretada por Frank Sinatra.

O FENÔMENO

A maior frequência de duas luas cheias é nos meses com 31 dias. O intervalo médio de ocorrência das “luas azuis” é de 2 anos e 8 meses, não se levando em conta as duplas “luas azuis” de 1980, 1999, 2018 e 2037. A última Lua Azul foi em 31/12/2009. Quando vemos a Lua Cheia, a outra face está escura e quando está iluminada (Lua Nova para nós), somente é vista pelos astronautas ou engenhos espaciais que a orbitam ou passam por
ela. Isto foi retratado por Pink Floyd em uma de suas canções: I see you on the dark side of the Moon (eu vejo você no lado
escuro da Lua).

IMPORTÂNCIA

A Lua estabiliza o eixo de rotação da Terra. É a grande responsável pelas marés intensas que temos e que podem ter sido decisivas para a passagem da vida do mar para a terra. Contudo, com o avançar dos milênios, afastando-se de nós de 3 a 4 centímetros por ano, o resultado prático disto é que, com o tempo, a Terra perde momento angular pelas marés e com isto a rotação está aumentando aproximadamente 0,002 segundo por século. Com isto, a cada 62.500 anos, o dia na Terra aumenta um segundo. Isto faz com que, vez por outra, os relógios atômicos precisam ser aferidos. Há 400 milhões de anos o dia tinha somente 22 horas e 13 minutos, o que dava um ano de 395 dias. Dentro de 750 milhões de anos, o disco lunar não vai ser suficientemente grande para produzir eclipses totais do Sol. Somente haverá os eclipses parciais. Sem a Lua seria difícil conhecer a própria Terra. A rigor, juntas no espaço, pela relação de suas dimensões, chegou-se a conclusão que formam um sistema planetário duplo e se ela não existisse, provavelmente a vida na Terra não teria se desenvolvido como aconteceu.

ETERNA COMPANHEIRA

A Lua possui força e mistério que o tempo não conseguiu apagar, nem mesmo após o ser humano pisar em seu solo e deixar de ser agora o castelo de São Jorge ou da deusa mãe Jaci dos frutos da terra. Mas ela continua ainda a ser a Lua dos filósofos, dos sábios, dos poetas, dos sonhadores, dos místicos, dos namorados, dos loucos e dos músicos de Debussy a R. Rogers e Pink Floyd. Existe nela alguma coisa que intriga e fascina, naquele círculo luminoso que aparece no céu inundando de luz amena as paisagens. No campo, nas cidades, nos lares ou no espaço, a Lua, o astro mais próximo de nossas cabeças, é nossa eterna e luminosa companheira.

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