
Quem passa próximo ao Planetário do Rio de Janeiro, na Gávea, vê duas cúpulas. A maior foi inaugurada em 1998, e a chamamos cúpula Carl Sagan. A menor chama-se cúpula Galileu Galilei, e faz parte do prédio original do Planetário, inaugurado em 1970.
Nessa cúpula menor, funcionando desde 1970, estava o planetário modelo Spacemaster1.
Quem foi criança no Rio de Janeiro, ou em outro lugar mas visitou o Rio entre 1970 e o final da década de 1990, certamente passou pelo menos uma vez pela cúpula Galileu Galilei e pôde se maravilhar com o céu artificial produzido por aquele Spacemaster. Tenho certeza que muitos ainda se lembram da experiência. Com a inauguração da cúpula Carl Zeis que abriga um planetário mais moderno, modelo Universarium, o planetário original deixou de receber o público nos finais de semana, mas continuou a ser usada para crianças em idade de alfabetização e para cursos de Astronomia. O Spacemaster só parou de funcionar eventualmente para manutenção, mas smpre por curtos espaços de tempo.
Agora chegou a hora de o substituírmos. Em seu lugar, a cúpula Galileu Galilei receberá um planetário digital, certamente com recursoso visuais incomparavelmente superiores. Mas, para os amantes de astronomia que conheceram o planetário original, ficará uma pontinha de saudade…
Dia 17 de maio tiramos nossas últimas fotos com o Spacemaster. Uma delas foi a foto abaixo, que marca nosso adeus a esse equipamento que fez história na astronomia carioca. Na foto estão alguns astrônomos do Planetário do Rio e o atual presidente da Fundação Planetário.

Da esquerda para direita: Fernando Vieira, Naelton Mendes de Araújo, Wailã de Souza Cruz, Alexandre Cherman, Bruno Mendonça, Domingos Bulgareli, Celso Cunha (presidente da Fundação), e eu, Leandro Guedes.
Algumas semanas antes foi tirada outra foto onde aparece outra parte da equipe:

O primeiro da esquerda, lembrando que o Spacemaster foi firme como um concerto de Heavy Metal, está o astrônomo Paulo Cesar Pereira Rodrigues. Ao seu lado, Damarquinho Camilo, responsável pela programação audiovisual das sessões de planetário, e o astrônomo Gilson Vieira, convidado a fazer parte da equipe. O quinto da esquerda para dieria é o astrônomo Luis Guilherme Haun, e ao seu lado, na frente de todo o grupo, está Filipe Mourão, também responsável pela programação audiovisual. Na extremedida direita está o astrônomo Jorge Marcelino dos Santos Júnior, e o terceiro da direita para a esquerda é o astrônomo Rubens Heizer Villela.
Faltou nessas fotos astrônoma Flavia Pedroza Lima, para termos um registro completo de toda equipe da Astronomia do Planetário do Rio em 2010 despedindo-se do antigo planetário.
Ainda não sabemos qual equipamento irá ocupar o lugar do Spacemaster, mas espero que seja tão marcante quanto foi seu antecessor.
Valeu, Spacemaster!
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1 A palavra “planetário” pode significar um projetor de objetos celestes, um prédio que abriga um projetor desse tipo, ou mesmo um programa de computador que gera cartas celestes. Em geral, com um “p” minúsculo queremos fazer referência ao equipamento projetor ou aos softwares que geram cartas celestes, e com “P” maiúsculo queremos referenciar o prédio que abriga um planetário com “p” minúsculo, ou seja, o projetor de objetos celestes.
5 respostas em “Planetário do Rio dá Adeus ao Spacemaster”
LOL hell ya but the new one will never be the same!
Lets wait for the best, Jim 😀
This is an very interesting article. I can read some portuguese. Thanks for sharing.
É Leandro, o Spacemaster fez história mesmo. Esse é um Planetário com “P”, mesmo não sendo um prédio…
Abração e parabéns pelo Blog…
Mandou muito bem, Sandro! 🙂
Espero que o próximo consiga ser tão carismático quanto…
Obrigado pelo comentário!
Grande abraço!