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Primeiro Exoplaneta Orbitando Gêmea Solar Em Um Aglomerado

Astrônomos descobriram três planetas orbitando estrelas do aglomerado aberto M67, também catalogado como NGC 2682, que reúne cerca de 500 estrelas a cerca de 2.500 anos-luz na constelação de Câncer, ou Caranguejo. Apesar de mais de mil exoplanetas, ou planetas extrassolares, já terem sido confirmados, poucos foram encontrados em aglomerados estelares.

Concepção artística de um dos três planetas descobertos no aglomerado M67 (Fonte: ESO)
Concepção artística de um dos três planetas descobertos no aglomerado M67 (Fonte: ESO)

E mais interessante ainda é que dois desses planetas orbitam estrelas semelhantes ao Sol, uma delas considerada gêmea solar. Uma gêmea solar é uma estrela quase idêntica ao Sol, em diversos aspectos. Esse é o primeiro exoplaneta detectado em uma gêmea solar dentro de um aglomerado. Esses dois planetas têm cerca de um terço da massa de Júpiter e são bastante velozes, orbitando suas estrelas em alguns dias.

Localização de M67 ba constelação do Cêncer (Fonte: ESO)
Localização de M67 na constelação do Cêncer (Fonte: ESO)

Uma gêmea Solar influencia o espaço ao seu redor da mesma forma que o Sol, ou seja, mesma intensidade de vento estelar, mesma quantidade de radiação, mesmo brilho, mesma temperatura, mesmos tipos de atividades. Isso seria o cenário ideal para encontrarmos vida semelhante à da Terra, caso também fosse encontrado um planeta parecido com a Terra, a uma distância de cerca de uma unidade astronômica da estrela e com uma Lua de tamanho proporcional à nossa Lua, com cerca de um quarto do tamanho do planeta. O fato da nossa Lua ser grande é um fator importante para a vida, pois ela mantém nosso eixo de rotação estável e protege o planeta de impactos de asteróides.

O terceiro planeta descoberto em M67 orbita uma estrela gigante vermelha, mais evoluída que o Sol. É mais massivo que Júpiter e sua órbita demora 122 dias para se completar.

Veja abaixo um vídeo falando sobre os planetas de M67 (em inglês)

http://www.youtube.com/watch?v=ALGWq7BR0oU

Leia Mais:

Site do ESO (em inglês): http://www.eso.org/public/news/eso1402/

Por Leandro L S Guedes

Astrônomo, Diretor de Astronomia da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Msc., Dr., Astrofísica Extragaláctica, História e Filosofia da Ciência.