Aconteceu no Céu, Em 1978

Nos anos setenta do século passado, um fenômeno celeste de rara beleza foi testemunhado por centenas a milhares de pessoas, de norte a sul do Brasil.

Apesar das variadas e curiosas interpretações aos fatos, há muitas opiniões semelhantes quanto aos detalhes visuais observados.

Esboço do fenômeno observado (desenho do autor, em 12/03/78)

Madrugada de 12 de março de 1978. Fazia uma noite límpida no final daquele verão. Ao sairmos de um bar na Barrinha, Rio, eu e minha namorada, futura esposa, seguíamos pela rua Prof. Pantoja Leite, quando notamos um ponto de luz branca e intensa elevando-se lentamente por trás de um morro. A primeira impressão foi que se tratava de um fogo de artifício ou mesmo um farol de avião, algo distante uns três quilômetros de nós, como o próprio morro estava. Entretanto, para nossa surpresa, a luz continuou a subir, vindo rumo ao sentido sul onde estávamos, e aumentando ainda mais o seu brilho. Saltamos instintivamente do carro. A essa altura, a rua já se enchia de outros motoristas e pessoas, a contemplar a cena inesperada. Quase ao atingir o ponto mais alto de sua trajetória, tal fenômeno luminoso revelou-se em toda a sua grandeza, assemelhando-se a um fulgurante “cometa”, mas apenas no aspecto visual, pois esse tipo de objeto celeste não aparece no céu com tal velocidade …

Observando atentamente, vi que a luz branca à frente derivava de três pontos luminosos, cada qual com luminosidade superior à do planeta Vênus, em seu máximo brilho. Logo atrás vinha um rastro com “fagulhas” ou traços luminosos brancos, amarelos e alaranjados, nessa gradação, conforme aumentava sua distância aos pontos de luz. O conjunto todo media cerca de 30 graus de abertura, no céu. O que também impressionava era o absoluto silêncio em que tudo aquilo transcorria. Os diversos pontos e traços da “cauda” mantinham uma distância constante entre si, sem movimento relativo, como um fogo cristalizado de um buscapé, em translação. O conjunto luminoso atravessava todo o céu a uma velocidade constante, parecendo estar a grande altura, provavelmente a várias dezenas de quilômetros do solo. Percorrendo toda a direção norte-sul, o grande corpo desapareceu atrás de umas casas, em trajetória descendente, rumo ao horizonte.

Como despertando de um sonho, olhei o relógio: era 1h 20min da manhã. A duração do fenômeno fora em torno de um minuto e meio, contando-se todo o tempo da observação. Ao meu redor as pessoas da rua, ainda atônitas, pouco falavam. Realmente, não havia muita coisa a dizer depois de ver tudo aquilo, e entramos novamente no carro. Chegando na casa da Iracema, cada um fez um desenho em separado do que vira, com resultados bem parecidos, semelhantes ao esboço aqui apresentado. Uma imagem que ficará para sempre gravada em nossas mentes.

Testemunhas em todo o país

No dia seguinte, a maioria dos jornais abriu manchetes e extensos artigos sobre o fato, com grande coleta de depoimentos em vários locais do país. “A Notícia – O Dia”, sob o título de “Bola de fogo deixa a cidade assustada”, transcreveu o seguinte:

“Milhares de pessoas, residentes em diferentes cidades brasileiras, foram testemunhas, na madrugada de ontem, do aparecimento no céu de uma esquadrilha de 14 objetos não-identificados – OVNIs – fato que provocou susto, pânico, tumulto e apreensão.
Os objetos obedeciam à formação clássica de uma esquadrilha, com dois maiores e redondos na frente, e os demais, em número de doze, ao lado, seguindo cada líder. Os dois maiores tinham a cor laranja e os menores eram azuis. Na trajetória deixavam um rastro de fogo que, segundo diversas pessoas, tinha o comprimento de 50 metros e assemelhava-se a um pôr-do-sol.
Os OVNIs foram vistos em Manaus, Santarém, Brasília, Goiânia e cidades vizinhas, em diversas regiões de Minas Gerais, no Estado do Rio e no litoral de São Paulo.
Cerca de 1h 30min da madrugada, diversos telefonemas começaram a chegar à redação, comunicando o aparecimento dos objetos. A Sra. Olga Maria Castro, moradora de uma das superquadras de Brasília, disse ao telefone que ficou com medo quando os objetos foram em direção ao seu prédio. Pouco depois, uma ligação de Campos informava que a esquadrilha passou em baixa altitude pela cidade, clareando como se fosse dia. No seu percurso, as luzes se apagavam como se estivesse ocorrendo algum corte de energia. Muitas pessoas foram para a rua em pânico, principalmente as que estavam em bares e restaurantes. Os objetos emitiam uma luz intensa e se deslocavam para o sul do estado.
Por volta de 1h 40min, o sargento Danilo, o cabo Paulo Borges e o soldado Ângelo, que estavam no posto da Polícia Rodoviária, no quilômetro zero da Rodovia Amaral Peixoto, viram os objetos e comunicaram o ocorrido aos seus superiores.
No morro do Sumaré, onde estão as torres de televisão e de diversas emissoras de FM, além de uma torre do serviço de telecomunicações da Secretaria de Segurança, dois soldados da PM que estavam de serviço, assustados com os OVNIs, sacaram de suas armas, não chegando, porém, a atirar.
O Sr Áureo Acácio Flores estava com sua família na janela do seu apartamento, na praia do Flamengo, quando presenciou a esquadrilha sobrevoar lentamente o Aterro do Flamengo, iluminando toda a área, desaparecendo depois em direção ao mar. Presenciaram também os objetos a professora Vilma Terezinha, moradora na Tijuca, e o estudante João Saboia, residente na Av. Epitácio Pessoa, 338, 24º andar, na Lagoa.”

No “Jornal do Brasil” de 13/03/78, entre vários depoimentos apresentados, estavam os seguintes:

“Em Teresópolis, para o detetive Renato, a primeira impressão foi de que se tratava de fogos de artifício ou de um avião em chamas, por volta de 1h 20min. Mas mudou logo de opinião por causa da trajetória que o objeto descreveu, desaparecendo atrás de um morro no sentido do oeste em direção a Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo, com grande luminosidade.
Também na mesma hora, David Guerra, guia de turismo, estava numa festa na Ilha do Governador, em frente ao Iate Clube, quando viu surgir uma formação, com uma nave-mãe e várias bolas voando ao lado. Uma faixa de fogo acompanhava o objeto, e a velocidade era pequena por causa da grande altura. Segundo David, isso durou 20 segundos, de horizonte a horizonte.
Em Marechal Hermes, onde fica a Base Aérea, o Sr. Francisco de Pinho Costa viu, no mesmo horário, da Rua Guatambu onde estava, um objeto enorme (dois palmos), que soltava fagulhas amarelas e parecia um buscapé.”

Em “O Globo”, de 13/03/78, no artigo “Objetos no céu, mistério no Rio”, o major-aviador Fernando Jordão deu uma opinião firme e tranquila a respeito do fenômeno: no início da madrugada de ontem ele estava na Base Aérea de Santa Cruz com dois oficiais, dois pilotos e oito sargentos especialistas, quando viram o clarão no céu. “Não tenho dúvida que foi um meteoro, de grande tamanho. Devia estar a uns 80 quilômetros de altura, e provavelmente caiu no meio do Atlântico”, declarou o major, que é interessado em objetos voadores não-identificáveis e lê tudo que encontra sobre o assunto. Quanto às luzes que viu ontem, acha que nada têm de estranhas, e podem ser explicadas cientificamente: “Foi um espetáculo inesquecível e de grande beleza, mas não há nada de anormal nisso”, concluiu.

Morador no Recreio dos Bandeirantes, o engenheiro Maurício Dias, também presenciou o fenômeno. Acha que foram vários cometas juntos, e disse: “Eles emitiam uma luz forte, azul, com reflexos avermelhados, e passaram a uma velocidade incrível.”

De acordo com o JB de 14/03/78, Francisco Navegante de Oliveira, estudante de Engenharia, assistiu ao fenômeno com mais sete amigos, quando voltava de uma festa. “Foi entre 1h e 1h 25min – disse – e o objeto parecia um cometa – uma bola prateada seguida de um rastro irregular de fogo. Ao lado desta bola grande, vários objetos de rastro quase igual seguiam a mesma rota. O fenômeno durou cerca de 20 segundos, cruzando o céu na direção norte-sul.” Já Osvaldo Ferreira, fiscal da Secretaria de Fazenda do RJ, declarou: “Fui acordado à 1h 20min por um clarão vindo da varanda de minha casa, na esquina da rua Visconde de Pirajá com Gomes Carneiro, em Ipanema. Honestamente, não vi nada que parecesse com um disco voador, porque não posso definir um formato no que vi. Foi um clarão fabuloso, pedaços incandescentes passando pelo céu. Todos se acompanhavam, não havia barulho nenhum. Peguei o meu binóculo para ver se via alguma fumaça, mas não vi nada.”

Segundo a edição de 14/03/78 de “A Notícia”, João Alves de Souza, residente em Vale do Paraíso, e seu futuro genro Valter, estavam caçando tatu quando viram o objeto no céu. Disseram que ele “tinha mais de 100 metros” e que emitia luzes coloridas. E mais: que o objeto desceu até a altura de uma rede elétrica, e ali ficou pairando durante algum tempo. Já Roberto Silva Guimarães, de Cordovil, estava sem sono e foi para a janela de casa fumar um cigarrinho. “Foi quando vi a ‘coisa’ brilhando de maneira esquisita” – descreveu ele. “Pensei que fosse um balão ou coisa assim, mas depois vi que era um disco voador, que emitia uma luminosidade muito intensa e corria com uma velocidade incrível de um lado para o outro.”

Em São Paulo, dezenas de moradores afirmaram ter visto o objeto. Nivaldo Cândido Nunes, assistente de tráfego do Aeroporto de Congonhas, declarou que recebeu mais de quarenta telefonemas da Zona Norte da cidade, que informavam haver “algo estranho nos céus”.

E o JB, edição de 13/03/78 relatou que os primeiros telefonemas recebidos em Congonhas informaram a existência de “um aparelho esférico e luminoso voando a uma velocidade espantosa, à altura de um avião comum.” Os radares do aeroporto, por não estarem em funcionamento àquela hora, não puderam detectar nada de anormal.

Conforme consta na mesma edição, até às cinco horas da manhã, quando começou a clarear em São Paulo, quartéis de Polícia Militar, rádio-patrulha e diversas redações de rádios e jornais receberam dezenas de telefonemas falando do estranho objeto. A maioria informava que “um objeto luminoso, com longa cauda, saiu da Serra da Cantareira e sobrevoou a cidade.” Outros julgavam que era “um avião pegando fogo” e houve até os que, com muita preocupação, falavam em “enorme foguete”. O estudante de Direito Marcelo Fernandes Mota, morador do Tremembé, disse que viu o “aparelho” exatamente à 1h 20min: “Eu vi da janela da minha casa. Tenho certeza que saiu da Serra da Cantareira, em direção da cidade. Era um conjunto de esferas luminosas, com um facho de luz como se fosse uma bola de fogo”.

A “Última Hora”, de 13/3/78, estampava a manchete “Disco Voador no Rio”, onde dizia que uma “esquadrilha cruzou os céus do Rio e foi testemunhada por dezenas de pessoas, em vários subúrbios, e no Campo dos Afonsos. Um coronel aviador vai fazer relatório sobre o fenômeno ao Ministério da Aeronáutica.”

Astrônomos dão parecer

O professor Muniz Barreto, do Observatório Nacional, informou que a luz vista “é um fenômeno tipicamente atmosférico”. Sua opinião é compartilhada pelo cientista Miécio de Araújo Jorge Honkis, conforme consta em “A Notícia”, de 13/03/78.

Na edição do JB de 14/03/78, o astrônomo-chefe do mesmo observatório, Ronaldo de Freitas Mourão, disse que o objeto voador detectado entre 1h e 1h 30min de domingo, pode ser um dos satélites que reentram normalmente na atmosfera terrestre. Um relatório da NASA, datado de janeiro de 78, previa a entrada de três objetos na atmosfera da Terra, no mês de março. Um deles deveria entrar no dia 10, sexta-feira, e o outro no dia 13. Apresentou ainda a hipótese de que o objeto voador seja um asteróide rasante, que descreve rota próxima da Terra, ou um meteoro de grandes proporções, mas os instrumentos do Observatório não registraram nada porque, no momento em que o objeto foi visto, eles estavam programados para fotografar asteróides em outra direção.

Em declarações a “A Notícia”, de 14/03/78, o astrônomo R. Mourão afirmou que, a seu ver, os fenômenos teriam ocorrido a uma altura de 50 mil metros, pois do contrário não poderiam ser presenciados de tantos lugares ao mesmo tempo. O objeto não poderia ser um cometa, pois este descreve um caminho muito lento, parecendo estar fixo no céu. Disse ainda que o fato seria comunicado ao Smithsonian Institute, com sede nos EUA, e que é uma entidade existente para esse fim, ou seja: coletar fenômenos especiais que ocorrem no mundo inteiro. Posteriormente, seus membros forneceriam um relatório completo e detalhado.

SINDACTA localizou fenômeno

Conforme “A Notícia”, de 14/03/78, o Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SINDACTA), do Ministério da Aeronáutica, que tem seu centro em Brasília, localizou o fenômeno na madrugada de domingo e recebeu a informação de que um de seus técnicos de Três Marias, MG, viu o mesmo aparecimento, sendo um objeto com formato de uma “empada”.

Objeto metálico, espelhado e de superfície reflexa, o fenômeno visto na tela do radar do SINDACTA foi considerado como “rotina de serviço”, e não chegou a merecer registro nas anotações oficiais do controle central da Sala de Vigilância Permanente.

Em comunicado feito via rádio, um comandante de um aparelho da VASP disse que foi seguido por um objeto voador não-identificado durante a madrugada. Pela observação do comandante, cujo nome foi mantido em reserva pela FAB, a luz emitida dava impressão de “um avião em chamas”. Posteriormente modificou essa opinião pois, segundo ele, “não poderia ser um avião porque a velocidade era incrivelmente grande, e não parecia coisa deste mundo”.

Um objeto “precursor”

Um grupo de artistas plásticos ligados ao Museu de Arte Moderna, assistiu ao fenômeno em Arraial do Cabo, perto de Cabo Frio, conforme o JB de 14/3/78. Lígia Pape disse que, meia hora antes do objeto passar no céu, foi vista uma bola prateada, muito grande, descrevendo a mesma rota. À 1h 30min, passaram o objeto ou os vários objetos, como definiu. “O estranho – disse – é que eles pareciam seguir uma rota determinada, com uma formação organizada. Vimos vários objetos luminosos, bolas que emitiam rastros de luz.”
A respeito da passagem de um objeto anterior ao fenômeno, há outro depoimento na “Última Hora”, de 13/3/78: “Como é de seu hábito, o tenente-coronel aviador Ruy Guardiola e sua mulher, Dona Regina, conversavam com um casal de amigos na noite de sábado, sentados na varanda de sua casa, no Campo dos Afonsos. Por volta das 22h 30min, viram no céu uma estrela cadente. Cerca de meia-noite, Dona Regina viu passar, sobre a cumeeira da casa vizinha, outra estrela, muito luminosa e bastante diferente de outros astros que já vira, fato semelhante ao observado em Arraial do Cabo. Uma hora e meia depois, o Coronel Guardiola viu surgir, na direção da serra de Teresópolis, um ponto luminoso podia ser observado com mais nitidez e, segundo o Coronel, uma cauda semelhante à de um cometa, vendo-se nitidamente os pequenos objetos luminosos em forma de charuto.”

Visita de “ET’s”

Evidentemente também surgiram hipóteses sobre visita extraterrestre. A mesma edição de “A Notícia” em 14/03/78, traz uma declaração de José Joaquim Salles de Lemos que participava na hora do evento de uma reunião em um grupo ligado à Ufologia. Ele diz que uma outra participante teria recebido uma mensagem por telepatia, revelando que o fenômeno fora uma tentativa de aproximação de uma civilização extraterrestre.

Em busca da verdade

Antes de qualquer coisa cabe ressaltar que, apesar da semelhança visual, o fenômeno jamais poderia ser associado a um ou mais cometas devido à grande velocidade dos objetos luminosos, que cruzaram o céu de horizonte a horizonte em cerca de um minuto e meio.
Os cometas, por sua vez, apresentam um movimento aparente lento, que é mais perceptível de um dia para o outro.

Jackson Lake

Em reportagem da revista americana “National Geographic”, na edição de setembro de 1986, página 416, é mostrada uma fotografia tirada por um amador em Jackson Lake, Wyoming, no dia 10 de agosto de 1972. A foto a cores, feita próximo ao meio-dia, mostra algumas pessoas junto ao cais de um lago, com pinheiros. Pode ser visto um bólido branco e brilhante, com um rastro linear atrás de si, cruzando o céu azul acima dos montes Tetons. A “gota” luminosa foi visível de Utah até Alberta, no Canadá, num percurso de cerca de 1500 km, e identificada como um meteoro de aproximadamente 1000 toneladas, defletido de seu curso pela atmosfera terrestre. A combinação de seu ângulo oblíquo de aproximação com sua velocidade, fez com que ele resvalasse pela atmosfera como uma pedra rasante sobre a água. Se houvesse colidido frontalmente com as camadas de ar, poderia ter causado uma explosão comparável à de uma pequena bomba atômica.

O fenômeno observado no Brasil, na madrugada de 12 de março de 1978, configura-se semelhante ao de 1972, nos EUA, porém com maiores proporções do que aquele. Um meteoro de tamanho respeitável, em entrada rasante na atmosfera, teria se fragmentado a grande altura. Os pedaços maiores, incandescentes e de cor branca, teriam entrado em órbita na direção Norte-Sul, seguidos pelos fragmentos menores, formando um rastro luminoso com traços amarelo-alaranjados. Se tivesse ocorrido de dia, provavelmente apenas os pedaços maiores teriam sido visualizados no céu, devido ao seu maior brilho, como aconteceu sobre Jackson Lake.

Segundo os depoimentos coletados, no Brasil o fenômeno foi visto numa área em forma de quadrilátero com vértices em Manaus, Santarém, São Paulo e Campos (RJ), medindo 2500 km de comprimento por cerca de 500 km de largura. Considerando principalmente a largura dessa “faixa observável”, e também a velocidade de deslocamento dos objetos, pode-se estimar que sua trajetória deve ter ocorrido a uma altura aproximada entre 100 e 200 km.

Não obstante as variadas interpretações, muitas delas fantasiosas e surrealistas, o fenômeno de 1978 foi notável por sua dimensão e beleza, e pelo grande número de pessoas que o testemunharam. Esses objetos celestes constituíram um espetáculo inesquecível para aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de assistir.

Autor: Ronaldo R A Câmara

Sou Engenheiro Mecânico, formado pela PUC-RJ, tendo atuado mais de 20 anos na área de projetos industriais. Concursado da Petrobras no ano de 2000, trabalho em estudos e pareceres técnicos para sistemas de processo/utilidades dos Terminais da subsidiária Transpetro, que envolvem tubulações e equipamentos mecânicos. Astrônomo amador (e marceneiro) desde os 14 anos de idade, quando construí minha primeira luneta e seu tripé, iniciei também uma coleção de livros e mapas celestes. Fui bolsista do CNPq no Observatório Nacional por três anos, na época da faculdade, sob a supervisão do mestre Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, que era astrônomo-chefe da instituição. Atualmente tenho um telescópio Schmidt-Cassegrain de 180 mm de abertura, com o qual procuro observar da minha varanda planetas e objetos do céu profundo, sempre que o céu da cidade maravilhosa permite. Nome completo: Ronaldo Ribeiro de Arruda Câmara Nascimento: 06/02/1951 Naturalidade: São Paulo - SP / Residência: Rio de Janeiro – RJ Email: ronaldo.camara@petrobras.com.br

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